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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mico #1: Eu e o mercado

Numa gélida quinta-feira de open market aqui, lá fui eu com minha sacola, super disposta a comprar peixe e verduras frescas comer Kibbeling.

Depois do meu peixinho yummi yummi, eu fui dar uma olhada nas outras barraquinhas da feira e encontrei uma com vários rolos de lã e um monte de casaquinhos, luvas, cachecóis, etc. Achei um cachecol super fofo e quente, com uma plaquinha dizendo 7€urocas, pensei: “Égua, vou já comprar, aproveito e começo a usar agora mesmo!” Pego o cachecol e o dinheiro e entrego tudo pro moço da barraca.

Moço Da Barraca diz alguma coisa ainda incompreensível pra mim, olha pro dinheiro, olha pra mim, devolve o dinheiro e leva o cachecol embora.

Eu, sem entender uma vírgula sequer, faço cara de quem entendeu tudo e grito: “Moço, aqui óh, o dinheiro pro cachecol!” O homem grita novamente, o que eu não tinha entendido antes, e mais uma vez eu não entendi. Mas fiz todo o carão de ‘sim, tudo bem, entendi tudinho’.

Uma senhora, que tava do meu lado, deu um risinho maroto e disse a mesma coisa que o moço da barraca tinha dito duas vezes e eu não tinha entendido. Mas como você já deve imaginar, eu não entendi de novo (odeio quem um dia me disse que Holandês era parecido com Inglês!!!!).

E então pedi pra senhora falar em Inglês.

Senhorinha: “O cachecol não está a venda, querida! Aquele era só um modelo pra você copiar se quiser fazer em casa. O preço que você viu era do rolo de lã.”

Dei aquele sorriso mega amarelo, e saí de lá o mais rápido possível pra não ver o povo olhando pra minha cara. =~

monkey-illustration

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ta nan nan naaaaaan…

Não sei se você percebeu, mas as minhas postagens foram mais escassas do que costumavam ser logo quando iniciei o blog.

Mas não, eu não parei de escrever só porque fiquei de saco cheio, ou com medo de contar o que eu encontrava do lado de cá. Foi somente a falta de cabeça pra pensar e me lembrar que muitas coisas eu gostaria de compartilhar com você, mas agora que as coisas entraram no eixo, e a gente se acalmou mais eu posso.

Apesar de não ser novidade para aquelas pessoas que eu sou mais próxima, pra outras que só me conhecem pelo blog sim, então aí vai: Vamos nos casar (todas comemora!)!! E justamente esse foi o motivo do minha ausência no blog nos últimos meses.

Sabe como é, né? Organizar casamento já não é a tarefa mais simples do mundo, imagina agora envolvendo três, isso mesmo T-R-Ê-S, países e um oceano no meio. -–' A gente pesquisou muito pra ter certeza os documentos que seriam necessários, onde tinha que ir, quando tempo demoraria pra fazer tudo, e onde fazer (tem três países no meio, lembra?).

Por fim, eu a gente decidiu  em fazer duas celebrações. Uma religiosa na minha cidade, com os meus familiares, e depois uma civil na cidade do P. com os familiares dele (restringimos aos dois países de origem, porque se dois já é muito, três é impossível). A gente quer fazer tudo simples e charmosinho, até porque somos mais sossegados mesmos, espero que assim será. E também você sabe, né baby? Dinheiro não nasce em árvore. #SadTruth =(

Finalmente, uma etapa já terminamos. Documentos dele para o Brasa: Done.(yeeeh) Tenho todos os papéis que o padre poderia me pedir, porque como já dizia minha avó: “O seguro morreu de velho”.

E sim, foi difícil encontrar tudo o que precisávamos. Porque em cada lugar que a gente pesquisava nos davam uma informação diferente, mas é assim mesmo.

Bom, é isso. Fique avisado, que de vez em quando você vai encontrar alguma coisa relacionada ao casamento aqui, provavelmente as minhas reclamações e momentos de alocka desespero, afinal eu já disse, que uma querida tinha dito psicólogo custa caro, e os gastos agora serão voltados pro casório.

Aguardem os próximos capítulos nesta mesma hora e neste mesmo canal. Tchau.

Beijos.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Praticamente a Dona Benta…

Olá todo mundo!

Eu já contei pra você que nunca fui o exemplo de dona de casa, que a mamãe queria me ensinar a ser, né? Mas eu esqueci de dizer que pelo menos uma coisa eu adorava fazer, cozinhar!

Não cozinhar por obrigação, aquela feijoada adubada de domingo, não. Mas eu adorava, e ainda adoro, passar um tempão em blogs e sites de culinária, salvar as receitas com as fotos mais bonitas (esse detalhe é muito importante!) e correr pro mercado, comprar os ingredientes pra tentar fazer em casa. Na maioria das vezes, eu gosto de fazer doces/sobremesas, e olha que eu nem gosto de comer doce… vai entender.

Aqui na Holanda foi que eu tive que cozinhar comida de verdade, senão ia morrer de fome até o noivo chegar do trabalho, e ir pra cozinha… =P Mas tô até descobrindo que eu gosto disso muito mais do que eu pensava, e até já comecei a planejar em fazer um curso de culinária no futuro. Portanto, pra comemorar a minha empolgação e evolução dos dotes culinários resolvi começar hoje a categoria de “receitas” aqui no blog.

Minha intenção é postar as receitas que eu testei e foram aprovadas por mim, ou pelo Pi. Mas relaxa, não são receitas difíceis e elaboradas, até porque ainda sou  iniciante no negócio e eu ODEIO com todas as minhas forças aquelas receitas que você precisa passar o dia todo atrás do fogão. Eu gosto de fazer comida simples, prática e rápida.

Então vou começar com o doce, que eu fiz no ultimo final de semana!

Rocambole de baunilha com geleia de morango

rocambole

Ingredientes:

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • 100g manteiga em temperatura ambiente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 xícara de açúcar
  • 2 gemas de ovo
  • 1/2 xícara de leite
  • 2 claras batidas em neve
  • Geleia de morango (ou do sabor que você preferir)
  • Papel manteiga

Em uma tigela grande, peneire a farinha e o fermento. Reserve

Na batedeira, bata as claras em neve. Reserve.

Bata a manteiga e o açúcar até formar um creme branco e fofo. Junte as gemas, uma a uma, batendo bastante a cada adição. Junte a mistura de farinha, alternado com o leite (farinha/leite/farinha/leite/farinha). Acrescente a essência de baunilha. Tire da batedeira. Junte as claras em neve, envolvendo CUIDADOSAMENTE com uma colher grande para incorporar. Forre uma assadeira retangular com papel manteiga e coloque a massa, e depois no forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente 15-20 minutos. Tire do forno após o teste do palito e deixe esfriar.

Tire o bolo da assadeira com ajuda do papel manteiga e passe a geleia nele, como se fosse pão com manteiga. Depois é só ir enrolando o bolo fininho com ajuda do papel manteiga. Agora é só esperar os elogios.

Se você tentar, volte aqui e me conte o resultado. =)

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Aqui jaz um dedão…

Eis que em uma bela manhã essa pobre moça que vos escreve foi fazer seu passeio diário ao supermercado perto de casa. Como já era de se esperar, ela passa muito, muito, muito tempo lá dentro (mesmo quando só precisa comprar uma caixa de leite), porque ler as etiquetas, preços e nomes dos produtos é super divertido e educativo (eu nunca disse que era normal…). Resumindo, o supermercado é o meu point! ;)

Enfim, eu estava lá super entretida com o estande de produtos de limpeza, vários tipos, cheiros e utilidades quando pimba! Um homem aparece do meio do nada, correndo com o carrinho cheio, eu disse C-H-E-I-O, de compras bem em cima do meu dedão do pé. Na hora eu soltei um “cacete”, ele me olhou com cara de “han?” disse alguma coisa em holandês, que óbvio eu não entendi. Eu fiz cara de rhyca fina, dei um meio sorriso e disse que tava tudo bem. E realmente estava, porque após a dor inicial do choque, passou.

Eu terminei minhas compras, e quando cheguei em casa que tirei o tênis: “aqui jaz um dedão…”

Meu dedão parecia um daqueles episódios do Comichão e Coçadinha (é assim que escreve??) dos Simpsons. O coitado tava o dobro do tamanho normal, mega vermelho, inchado, dolorido e com sangue. Praticamente a visão do inferno. Relaxa, eu pouparei você das fotos.

Fiz compressa com água morna, segui todas as receitas caseiras que me ensinaram, fiz curativos, tomei anti-inflamatório e o negócio começou a melhorar. Fiquei toda emocionada por ter curado o dedão podre sem precisar ir ao médico, já que do lado de cá o povo só vai no médico/hospital nas ultimas das hipóteses.

Após um mês e meio, quando eu já tava jurando que conseguiria usar um sapato fechado de novo quando do nada o dedão voltou a dar sinais de que o fim está próximo. Outra vez o tamanho dele dobrou, vermelhidão e secreção. Dessa vez eu fui no médico, já que a situação complicou, porque não é possível que após um mês e meio de tratamento, ainda que caseiro, esse negócio ainda esteja inflamado/infeccionado ou sei lá mais o quê.

A médica super deu um apertão no meu dedo e viu que ainda tem muita secreção dentro, mas tem um tipo de cascão que impede que ela saia. Resultado, mas uma semana com escalda-pé e pomadinha, se a coisa não melhorar vão ter que cortar e tirar o cascão à força pra poder limpar e meu dedão podre enfim cicatrizar e melhorar.

Assim seja.

E você, cuidado! Carrinhos de supermercado e quem os dirige podem ser muito perigosos, principalmente na Holanda.

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