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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

365 dias e ainda dói

papai e eu

Dia 16 de Fevereiro completou um ano que meu pai se foi, mas eu não quis escrever no dia exato, porque fazia mal. Ainda me dói no coração e a minha voz ainda engasga quando lembro que ele não tá mais aqui, e que tudo aconteceu muito rápido, e que mais rápido ainda passou esse primeiro ano sem ele.

Caiu num domingo nublado e chuvoso, que a gente nem podia sair de casa pra eu espairecer, e ocupar um pouco a cabeça. Fui a missa de tarde e rezei por ele.

Quem me conhece pessoalmente e ha algum tempo, vai achar estranho eu escrever assim… essas pessoas sabem que a nossa relação não era das melhores, infelizmente. Mas ainda assim, era meu pai e eu o amava e o amo como tal. Independente dos caminhos e escolhas dessa vida, que nos tomou aquela cumplicidade de quando eu pequenininha e ele ainda morava conosco.

Mas o que me dói mais, é que essa situação estava mudando pra melhor. Talvez porque eu estava amadurecendo. Talvez porque eu estava començando a aprender a relevar, e dar valor só no presente. Talvez porque ele se deu conta do tempo que perdeu. Talvez porque me mudei e comecei minha própria família. Talvez porque ele sentiu saudade de como erámos. Ou talvez simplesmente porque erámos pai e filha, e independente de qualquer coisa, cedo ou tarde essa nossa ligação seria maior do que as nossas diferenças. Mas infelizmente, não deu tempo de curtir mais esse momento de reaproximação. Infelizmente não pude mostrar pra ele as minhas pequenas conquistas aqui. Infelizmente ele não vai ver os futuros netos. E infelizmente eu não vou mais o ver.

Eu não tive tempo de dizer o quanto tinha saudade dele, de como a gente era. E isso é ruim.

Se você aí do outro lado ainda não disse o quando sente saudade e ama alguém, não espere amanhã pra fazer isso. Não espere estar longe pra dizer. Não espere que a outra pessoa dê o braço a torcer. Não espere, faça! Porque a gente nunca sabe quando será a última vez. (É clichê, mas é a verdade!)

Tenho saudades, pai.

Até um dia!

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Já foi tarde…

Eu estava contando os dias pra que o ano chegasse logo ao fim, porque vou te contar, viu, ôh anozinho ruim esse tal 2013!

Um ano de muito stress, muita insegurança, muitos problemas de saúde, morte do meu tio, mas o ápice foi a perda do meu pai. Coisa que ainda é meio difícil de aceitar…

Claro, que aconteceram também coisas boas, mas infelizmente o saldo não se equilibrou.

E pra esse ano novinho, as minhas esperanças ressurgem e eu até tenho uma lista enorme de resoluções, coisas a fazer e desejos…

Mas no final, a única coisa que importa é a saúde. Tendo ela, o resto é secundário.

Então, os meus desejos pra você e sua família é que em 2014 só aconteçam coisas maravilindas, mas que vocês tenham, principalmente, a saúde. Com ela vocês conseguirão alcançar tudo! Dita incrociate

Um beijo e feliz 2014!!! (antes tarde, do que nuca…)

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

É devagar, devagarinho…

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Sei que não tenho sido a pessoa mais constante com o blog. E quando volto no tempo, sempre consigo inventar encontrar uma desculpa pro meu sumiço. Dessa vez eu fiz o mesmo, ou melhor tentei fazer, mas alguma coisa mudou. A desculpa não apareceu, e eu entendi que é porque não tenho uma pra dar pra você.

Eu sumi, sim, e o fiz simplesmente porque não conseguia me concentrar, nem relaxar e nem pensar no que escrever. Assunto eu tinha (e tenho) pra escrever, mas sabe quando não vinha a inspiração, a vontade? Pois é. Então eu dei um tempinho. Um tempo pra mim mesma.

Eu sempre fui muito ansiosa, estressada e sou mais que especialista em sofrer por antecipação. Nesse ultimo ano da Universidade, então nem se fala… + casa + mais marido + família no Brasil + gatos!! Eu era uma louca descabelada bomba relógio prestes a explodir, então decidi ficar quietinha no meu canto, até eu me sentir mais tranquila e pronta a não me desesperar antes do tempo.

Ainda tenho muuuuuita estrada pela frente pra aprender a relaxar, e entender que eu não posso controlar 100% das coisas, muito menos me culpar se elas não vão exatamente do jeito que eu imaginava, mas devagar, devagarinho eu chego lá!

Ahh, e pra deixar bem claro, voltamos a nossa programação normal!!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um belo dia resolvi mudar…

Ha quase um ano escrevi sobre a minha rehab capilar, lembra?

Pois é, agora finalmente posso dizer (e mostrar) que libertei os meus cabelos!

Desde que eu me entendo por gente, eu sempre odiei o meu cabelo, porque ele não era nem cacheado nem liso. Era um ninho, sem forma, grosso, cheio e sempre embarassado.  Quando eu era pequeninha minha prima que o penteava, e fazia os cachinhos com creme para eu ir a escola. Mas conforme fui crescendo eu não conseguia cuidar do bebelo, e muito menos domá-lo, aí virava aquela farofa.

manu35 anos de idade e muito estilo. Ahahaha!

Quando eu já era mais grandinha e comecei a me virar sozinha com as madeixas, elas estavam sempre ou presas ou com um quilo de creme, que eu jurava, ajudava a diminuir o volume.

Me lembro de uma foto em que estava com o cabelo solto, depois de um dia de brincadeira. Imagina, o cabelo tava no melhor estilo blackpower. E meu irmão FDP levou a maldita pra escola, e mostoru pra todos os meus colegas. Resultado: por um bom tempo fui a protagonista das piadinhas de “nega do cabelo duro”… e a minha vergonha nunca foi tão grande.

Escova, chapinha, relaxamento, nada dava jeito na juba, então aos 15 anos eu conheci o alisamento químico (escova definitiva, etc). E foi um sonho ver meu cabelo solto, jogá-lo pra lá e pra cá… me sentia num comercial de shampoo. A Diva!!

Por quase dez anos foi tudo lindo e maravilhoso. Mas sabe quando você não se sente mais você?? Pois é, eu comecei a não me sentir eu mesma, com aquele cabelão, com os retoques, com o cheiro horrível do produto, e as horas intermináveis sentada pra alisar. Enfim, queria me encontrar. E aceitar do jeito que eu nasci, com os cabelos que eu nasci. Minha família nunca apoiou a minha idea de voltar ao natural. Porque diziam que ia ficar feio, que ia ser difícil de cuidar, q eu não ia ter paciência, bla bla bla… E eu aceitei.

Quando me mudei (de casa, cidade e país) o bicho pegou, porque eu sabia que aqui não ia encontrar ninguém que soubesse alisar meus cabelos. Poderia até encontrar, mas iriam me cobrar uma fortuna e teria o risco de acabar com meu cabelo pela mudança de produtos e técnica usada. E como eu já não tava mais afim de alisar, foi “juntar a fome com a vontade de comer”, como diz minha mãezinha. Ahahah!!

Desde que me mudei já comecei a me informar sobre como cuidar dos cabelos cacheados, ver fotos de como ficaria durante o processo de transição (entre a química e o natural), e tudo mais. Quando a raiz já estava muito evidente, depois de 7 meses mais ou menos, e eu não conseguia mais disfarçar a diferença de textura do fio, me emputeci resolví cortar o mal pela raiz. Ou melhor, deixar só a raiz! =)

Novembro 2012 - Tcharaaaam!

Eu nem me lembrava mais como era o meu cabelo natural, e por mais que num primeiro momento a mudança tenha sido muuuito grande, eu me senti tão bem, me senti livre, me senti eu mesma.

A partir daí, meus cachos começaram a ressurgir, eu me sentia mais linda e poderosa a cada dia, e não me arrependi nenhuma única vez de ter abandonado o alisamento. Me reencontrei comigo mesma.

Depois de quase 9 meses do meu big chop meus cabelos continuam crescendo, enrolando e eu amando do jeitinho que ele é, com todo o volume, embarasso, nózinhos e frizz.

Eu aprendi a cuidar do meu cabelo, a domar e a respeitar ele.Hoje minhas madeixas não vivem presas num elástico, pelo contrário, eu vivo balançando a cabeça pra cá e pra lá. E deixa eu te contar oh, recebo altos xavecos por causa dos cachos, viu! (Que o marido não leia) Ahaha!

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Junho 2013 – In love with my curls

Se eu já tô me sentindo agora, imagina quando crescer até onde eu quero… =*

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sobre preconceito na Itália

Ou então: Marco Feliciano fazendo escola…

Hoje o assunto é chato, polêmico e sempre me deixa pooota da vida.

Quando se é um estrangeiro, e temos que recomeçar tudo do zero tudo dá medo, né. Uma das coisas que mais me surpreendeu foi na universidade. Porque antes de começar eu tinha aquele medo constante de não conseguir acompanhar o ritmo, e de que os futuros colegas de classe me tratassem como incapaz/inferior. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. :)

Nesse meu primeiro ano vivendo na Itália, devo admitir que foi muito melhor do que eu pensavaa que seria. Graças a God eu consegui me integrar na vida aqui, e todas as pessoas com quem tive contato sempre me acolheram muito bem.

Mas, infelizmente, sempre tem um fila da poota pra estragar, né… comigo não poderia ser diferente. Ha algumas semanas, eu estava saindo do hospital, onde tinha ido pra marcar uma consulta, e bem na porta principal tinha uma van estacionada, com muitas pessoas na frente com um megafone e cartazes. A van tinha a identificação de uma igreja evangélica muito famosa no Brasil, mas não vou citar o nome porque não quero ofender ninguém que faça parte dela. Afinal, não são todos que pensam da mesma forma. Eu espero!!

Essas pessoas todas, estavam alí na frente do hospital pra prostestar contra os negros, estrangeiros e homosexuais (WTF??).

Eles gritavam dizendo que nós erámos indignos que ocupar os mesmo espaços que eles (cadê Hitler??), que nós erámos impuros, que disseminávamos as ordens do “bicho preto” na terra. E que era culpa nossa, se a Itália está passando pela crise atual (cadê Berlusconi??).

Diziam que não erámos criaturas de Deus. Que Deus isso, e aquilo outro. A cada duas palavrinhas, enfiávam Deus nos meio… Preconceito desfarçado de religião. Que tristeza…

Eu, como negra e estrangeira, me senti tão ofendida, tão machucada que a única coisa que eu queria naquela hora era sair correndo dalí e parar de ouvir toda aquela merda. Minha raiva foi tão grande que nem tive ação, mas “por sorte” nenhum desses idiotas chegaram perto de mim, porque se acontecesse, se viessem apontar na minha cara (como fizerem com um rapaz negro que tambèm saia do hospital) ahhhh moleque… Aí sim, eles iam ver o bicho virar gente!

Corri pra parada de onibus, e o primeiro que parou eu entrei. Desabei no choro e uma senhorinha, branca, italiana, e muito simpática me perguntou se tava tudo bem. Eu disse que sim, que tinha sido só um “susto”. E ela me disse que todos os “sustos”, assim como todas as alegrias da nossas vida serviam pra nos ensinar alguma coisa. E que tudo, t-u-d-o, tinha uma razão de ser, sempre positiva. Bastava só a gente abrir os olhos pra ver.

Ela tava certa. Porque, naquele dia, e naquela hora essa senhorinha foi a minha conclusão positiva. Não importa quantos idiotas, extremitas, Marco Felicianos, preconceituosos existam por aí. Sempre vai ter alguém pra te confortar ou te dar um sorriso. Basta só prestar atenção.

Até agora não consigo explicar o motivo de tanto ódio. Só pode ser ignorância…

terça-feira, 26 de março de 2013

Sobre as mudanças dessa vida

Não vim aqui pra filosofar, nem dá lição de moral, coitada de mim… Eu vim só desabafar.

Tem um velho ditado que diz, “a gente só dá valor quando perde” e ha muuuuito tempo eu aprendi que é a mais pura verdade. Mas de qualquer forma, não é sempre que a gente consegue manter a linha, e ter só momentos bonitos e positivos com as pessoas que fazem parte da nossa vida.

Quando eu paro pra pensar que não faz muito tempo, eu ainda estava chegando pro meu primeiro dia de universidade (no Brasil), meu primeiro emprego, a ansiedade em contar pros meus pais que tinha um trabalho, parece que tudo aconteceu ontem, mas não.

Se eu penso que ha pouco menos de um ano, meu pai me acompanhava pelo braço e se emocionava em deixar a sua criancinha crescer e fazer a sua própria vida. Que mesmo triste por ter que ficar longe de mim, ele estava feliz porque sabia que eu estava radiante, e que tinha encontrado a pessoa certa. Em pensar que ele estava orgulhoso de mim, por ter terminado os primeiros ciclos da minha vida, e que era hora de eu voar com minhas próprias asas…

Como toda relação muito próxima, a nossa também era cheia de altos e baixos. Mas, ainda que nossas palavras fossem duras, o meu sentimento, admiração e orgulho por ter ele como pai nunca e jamais foram enfraquecidos. E ele sabia.

No dia 05 de fevereiro, o meu maior medo desde que mudei de país virou realidade. Recebi uma ligação do meu irmão dizendo que meu pai estava mal no hospital, após ter sofrido um AVC. Meu mundo desabou.

Depois que ouvi isso, não lembro mais o que meu irmão disse, nem o que meu marido falava tentando, em vão, me confortar. Na mesma hora eu fui atrás de passagem, mas disseram que eu devia esperar ao menos dois dias, pra poderem ter certeza da real situação do meu pai. Foram dois dias em que eu acordava e respirava, mas não vivia. Não conseguia fazer nada, só esperar por mais informações.

Quando meu pai começava a dar sinais de reação e eu começava a me tranquilizar, a vida de novo decidiu que era hora de mudar. O telefone tocou aqui em casa as 5 da tarde, meu pai tinha entrado em coma, e no outro dia as 3 da tarde, eu já estava voando pro Brasil.

Conseguí estar com meu pai, vê-lo, falar com ele, que mesmo estando em uma situação muito delicada, eu sei, tenho a mais absoluta certeza, de que ele soube que eu estava lá, ao lado dele. Eu sei.

No dia 16 de fevereiro de 2013, meu pai me deixou.

Uma dor sem igual e inexplicável. Ele que era um homem de ferro pra mim, um homem que nunca vi doente, que ainda era novo, que era lúcido, ativo. Que era o meu pai, o homem que escolheu ser parte da minha vida.

paiTe amei ontem, te amo hoje e vou te amar sempre.  

Ainda tinham tantas coisas que eu queria ter dito pra ele, tantas outras eu ainda queria ter mostrado. Ainda tínhamos tantas coisas pra compartilhar, especialmente agora que nossas relação estava se fortalecendo ainda mais. Mas não tivemos tempo. Ou melhor, tivemos, mas eu não soube aproveitar.

Mas foi como ele me escreveu em um email ha algum tempo (e eu não quis dar bola, afinal, ele era meu homem de ferro): “Minha filha, uma pessoa tem três importantes grandes passagens na vida. O nascimento, o casamento e a morte. Eu acompanhei você nos dois primeiros, e me orgulho tanto disso. Se a vida for boa comigo eu não vou ver o seu terceiro grande momento.”

A vida e o mundo não nos esperam até estarmos prontos pra continuar de onde paramos, então eu prefiro mascarar/bloquear essa saudade, e seguir em frente continuando com os meus planos, porque eu sei que onde quer que meu pai esteja agora, ele está me vendo, e vai continuar a se orgulhar de mim.

Ainda dói. Dói muito. Mas hoje eu consegui vir aqui escrever pra vocês. E aos poucos vou voltando.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mulher de fases…

stock-vector-woman-with-bipolar-disorder-vector-illustration-of-a-two-face-woman-showing-different-moods-43593109As últimas semanas não foram fáceis pra mim. E ainda nem sei o porquê!

Parecia estar tudo bem, mas eu andava uma pilha de nervos. A coisa mais idiota me fazia explodir, ficar com raiva, chorar, vontade de gritar.

Não sei se é culpa das grandes mudanças que tô passando, e ainda tentando assimilar; ou se bateu saudade de casa, família, mãe, comida, amigas; ou se foi o medo da entrevista de admissão da universidade que estava chegando. Ou se foi somente frescura aquela “depressão de inverno”, que todo mundo fala, já que o tempo tá começando a esfriar…

Eu não tinha vontade de fazer nada, queria só dormir. Ânimo zero, paciência menos zero, sorriso zero, nem vontade de pentear o cabelo eu tinha. Coitado do marido. No final do dia jogava tudo em cima dele, e pra piorar a situação terminávamos as noites com uma discussão. Eu porque não conseguia dizer o que acontecia e P. porque pensava que eu o tivesse culpando, sem entender o que tinha acontecido.

Acho que foi a primeira vez, que me deu vontade de sair correndo sem ter um destino certo. Só sair e esfriar a cabeça.

É difícil não ter ninguém pra quem ligar e desabafar, pra jogar conversa fora, e ter que despejar o peso de tudo em cima de uma pessoa só.

Tô tentando assimilar todas essas mudanças o mais rápido e da melhor maneira possível. E tenho orgulho de dizer que estou fazendo isso bem, mas ás vezes não dá.

Felizmente, a onda grande já passou. Estou melhor, marido e eu já nos acertamos, e as coisas estão caminhando. :)

Já que temos que encontrar uma desculpa resposta pro tudo, no final eu decidi somar 2+2 = tive/tenho a depressão invernal + as outras mudanças. Porém com um pouco mais de “inspira expira” tudo se ajeita.

E como o outono tá só começando, muitos respiros fundos e força na peruca meio lisa e meio enrolada! Oh God…Dedos cruzados

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rehab capilar

curly vectorEu sempre odiei meu cabelo. Lembro que quando era criança tinha que acordar sempre muito cedo pra poder fazer o cabelo pra ir a escola.

Todos os dias minha prima ia lá pra casa ainda de madrugada inventar um penteado novo pra mim. Era trancinha, coque, rabo de cavalo colorido, maria chiquinha com pom-pom, terêrê (Alguém lembra? Nosssa isso é muito antigo!!! AHah) brilhante e/ou colorido enfim… minha cabeça era praticamente o carro alegórico da escola.

E antes que você me pergunte. Sim, eu fui piada na escola por causa disso…  --'

O problema todo era porque eu tenho muito, muito, muuuito cabelo, e ele é grosso, volumoso, pesado e pra completar a festa, os cachos não se formavam. Ficava sempre aquele aspecto de “cabelo com vida própria que nunca foi penteado”. Apelei pra quase todos os tipo de alisamentos, relaxamentos e afins, até que aos 15 anos encontrei a escova definitiva, e nunca mais a abandonei.

Estava tudo lindo, maravilhoso, meu cabelo brilhante e sedoso… virei uma diva! Anos e anos de muito amor com os produtinhos da minha escova milagrosa definitiva, quando o que eu menos esperava aconteceu. Eu descobri que cansei.

Cansei de depender sempre de uma cabelereira pra retocar a raiz, cansei de me sentir encurralada se não conseguir marcar com a cabelereira de sempre, cansei de procurar alguém confiável o bastante e que não me cobre uma fortuna pra retocar minha definitiva aqui e o mais importante: cansei de não me sentir livre comigo mesma, por não ter meu cabelo natural “fuá”, como diz minha prima.

Então eu resolvi parar com as químicas nas madeixas e assumir minha cabeleira do jeito que ela for!

Estou há quase 6 meses sem colocar nenhuma química nos cabelos! Parece pouco, mas é muito, pra quem estava acostumado a sempre tê-los lisos.

Dessa vez estou cuidando muito deles. Hidratação, cremes, máscaras, técnicas pra definir os cachos, até fórum exclusivo de cabelos encaracolados eu estou seguindo e anotando todas as dicas!! Tem tanta coisa, mais tanta coisa que você nem imagina…

Nesse momento, não posso dizer que meu cabelo tá lindo. Estou na fase de transição entre o cabelo com química liso-escorrido e a raiz onduladinha (e linnnda) que tá nascendo.Ás vezes sinto como se fosse uma droga, porque é muito agoniante sentir o cabelo com texturas diferentes. Ou seja, tô num momento rehab capilar. Ahaha! Mas estou adorando ver meu couro cabeludo com os fiozinhos enrolados crescendo. Estou me sentindo mais feminina, por conta dos cuidados que tô tendo com o cabelo, mais bonita (mesmo que o cabelo ainda não esteja), mais poderosa, me sinto mais feliz. E é isso que importa, né não!?

Agora é só respirar bemmmm fundo porque ainda falta muito tempo pra sair toda a química, hidratar muuuuito e fazer uma novena esperar que ele cresça lindo, forte, volumoso e cacheado. Porque é assim que eu sou!

Aguardem cenas dos próximos capítulos! ;)

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Murphy, eu te odeio muito!!!

Acho que você já conhece, ou pelo menos já ouviu falar na Lei de Murphy, né?

A teoria proposta pelo Capitão Edwad A. Mruphy, na verdade, fala sobre a possibilidade de erros e acertos. Onde os erros são mais comuns que os acertos. Mas o senso comum resolveu simplificar toda a teoria dem uma única frase: “se uma coisa pode dar errado, com certeza dará”.

Eu nunca fui supersticiosa e sempre levei a lei da Murphy como uma mera piadinha. E então que, a minha descrença nos estudos do distinto senhor, com certeza, fez ele se revirar no túmulo e manifestar toda a sua fúria em cima dessa que vos escreve…

Justamente agora, faltando exatamente DEZ dias pro meu casamento número um, uma gripe inexplicável e fortíssima tomou conta do meu ser.

Se liga no drama: meus olhos, que já são um tanto quanto ‘avantajados’, estão inchadíssimos tipo esbugalhado mesmo; meu nariz tá mais vermelho que um tomate maduro; minha voz meio fanha meio travesti; meu cerébro latejante e febre que já começou a dar as caras…

O noivo chegando em quatro dias; eu tendo de verificar os prazos dos fornecedores e terminar alguns pagamentos; fazer teste de cabelo e maquiagem, e a gripe lá… E essa gripe. Muito legal, né!

Agora me diz, por favor, como eu faço pra casar assim?!?!?!?!

Será que uma novena resolve?? =/

 

  • Countdown update: 10 dias!!!!!!     o/

Daisypath Wedding tickers

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Licença casamentícia…

 

Bom dia,

Eu vim aqui na maior hunildade só avisar pra vocês que apartir de agora os posts vão ficar um pouquinho mais escassos. Falta SÓ um mês pro nosso casamento 1, e eu tô organizando tudo sozinha, sem cerimonial, e com uma ajudona da minha mãe.

Ainda tem muita, muuuuuuuuita coisa pra fazer e o tempo t'á apertando, sem falar nas chuvas torrenciais que tem caído aqui em Belém, esses ultimos dias, e tem acabado com a minha lista To do. =(

Você não tem noção do quão nervosa e assustada que eu estou. De fato, acho que tô pirando. Meu controle emocional que já era quase nulo, entrou em escala negativa. E for a isso ainda nem comecei a organizar a miha mudança. Será que dou conta?

Bom é isso, espero que você me entenda. Logo logo eu volto com os posts, ainda que atrasados, mas contando tudo pra você.

Beijos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Controle emocional é para os fracos!

Essas últimas semanas estão sendo totalmente loucas pra mim. O tempo está passando cada vez mais rápido (G.E.N.T.E metado do mês de fevereiro já se foi!!), ainda tenho coisas do casamento pra decidir; problemas paralelos inesperados bombando; feriado de carnaval chegando (quando os fornecedores não funcionam…), mudança de casa, país, estado civil e vida; saudae antecipada das coisas que eu não vou ter sempre, ansiedade e medo do que vai ser do futuro, esperança pra validação do meu diploma, saudades massacrantes do meu querido e por aí vai…

É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que as vezes eu pareço estar anestesiada e não sinto nada, mas outras vezes… Ah, nessas outras vezes eu piro o cabeção. O negócio tá tão sério que nem eu tô me entendo. Duvida? Então vamos a lista de fatos:

* Só isso explica o fato de eu ter começado a chorar e perder o ponto do meu ônibus em quatro paradas quando vi as fotos das nossas alianças;

* Só isso explica eu ter chorado, novamente, quando recebi um email do meu digníssimo dizendo que estava com saudades;

* Qual seria a outra explicação pra eu ter dado um berro (aloka!) na prova do meu vestido de noiva?

* Só isso justifica eu responder a um “bom dia” com “que droga!”;

* E pra fechar com um grand finale: Ontem eu me esbaldei de chorar assistindo “One born every minute”, um programa clichê de tv que mostra várias mulheres parindo. (sim, eu assisto esse tipo de coisa. Não me apedrejem. Grata!)

Eu juro que não faço por mau. Por favor, me diz que eu sou normal! Ainda há uma luz no fim do túnel, né?

Vou alÍ entornar um balde de sorvete ou qualquer coisa bem  beeem dirty, porque só isso pra me confortar.

Beijos!

ESTA É A ULTIMA SEMANA PARA PARTIPAR DO SORTEIO DE ANIVERSÁRIO                   DO (MANU)ESCRITOS. PARTICIPA!

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bridezilla who?

Warning: Post altamente carregado de reclamações e mau humor…

 

Pois é, gente, falta pouco menos de dois meses (culpa do mês de Fevereiro… --') pro nosso primeiro casamento e sim, o desespero começa a bater na porta!

Tá certo que eu nunca fui a pessoa mais equilibrada desse mundo, mas pow!  Vocês já perceberam que parece que o resto do mundo conspira contra quando agente quer ou precisa de alguma coisa??

Eu fico p#ta da vida, sério. Parece que tem gente que só funciona à base de grito e barraco. Eu fui lá toda educada pra saber sobre bolos de casamento:

Eu: Moça, por favor você pode me informar o preço dos bolos de casamento, do tamanho tal, pra tal número de convidados?

Mula: Mas o que você quer sobre os bolos? Comer? (Oi!?)

Eu: Não, moça eu estou pesquisando preços, e quero saber o preço de vocês. Pode ser?

Mula: Ah! Mas aqui na loja a gente não sabe disso. É só o dono da loja que sabe….

Eu (explodindo): Ok, e onde eu encontro o dono da loja?

Mula: Espera aÍ. – 40 MINUTOS DEPOIS… – Olha moça, Não sei te dizer isso não. Ele só vem aqui de vem em quando e não tem hora certa. Aperece por aqui um dia sim outro não e talvez você encontra ele…

COMO ASSIM BRASEEEEL!?!?!?!?? Essa mulher tem problemas, né? Só pode, porque olha, vou te contar… Eu respirei o mais fundo que eu pude, tirei todo o Budah que há dentro de mim, e… rodei a baiana.

Como é que a pessoa me faz esperar quase uma hora, pra nada. Sabendo que o tal dono da loja não tava lá, e ainda me diz pra ir lá um dia sim outro não tentar a sorte?!

Você acha que eu ainda vou voltar lá? Nem que meu bolo de casamento seja um cupcake made by myself com uma vela enfiada, mas nessa doceria aí eu não vou nunca mais, meu bem!

Você acha que eu exagerei?? Diz que não vai… pleaaaase!

Daisypath Wedding tickers 

 Não esquece de participar do sorteio de 1 ano do (Manu)escritos! AQUI.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ainda dá tempo!

Sei que o Natal e Reveillon já passaram, mas eu preferi esperar até as festas acabarem pra eu vir aqui e mandar meus bons desejos e vibrações positivas pra você. Ainda dá tempo, né?

De todo o coração eu quero desejar que o nosso ano de 2012 seja tão bom, ou melhor que 2011 foi pra mim.

Que você e sua família tenham um ano cheio de alegrias, paz e harmonia. Mas se por ventura, ele não for um dos seus melhores anos, não desamine. Se algo não tá bom tem um motivo, e mesmo que você ainda não saiba mais na frente vai entender, e talvez agradecer por ter acontecido. Assim como eu fiz. :)

Logo logo o blog vai fazer 1 ano!!! Passou voando, né!? E podem esperar, que mesmo com a correria pro casamento e mudança, eu vou fazer uma surpresa muito bacana pra você que sempre “me lê”.

Beijos,

Manu.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Datado!

Faz um tempinho que não atualizo o blog, mas como tudo na vida tem uma desculpa explicação.

Voltei pro Brasil, meu tempo de turista do lado de lá acabou, mas felizmente eu consegui fazer o que eu tinha que fazer, além de ficar um tempinho com meu digníssimo, é claro. <3                       E desde que cheguei aqui cada dia é uma caçada diferente, ao padre, à igreja, e a um médico porque meu dedão continua ruim, mas isso eu conto em outro post.

Minha caça pela igreja e pelo padre, finalmente terminou. Todascomemora! Agora temos uma data confirmada pro casamento número 1 e mais a igreja, que foi presente do padre amigo. Sem falar em todas as simplificadas que ele deu pra gente, já que o noivo só vai chegar aos 45 do segundo tempo… =D
 

Cronômetro ligado!
Daisypath Wedding tickers

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aqui jaz um dedão… (Parte 2)

Eu já contei sobre a aventura no supermercado que quase assassinou o meu dedão do pé, lembra? Pois é, agora eu volto para te atualizar sobre o meu querido dedão podre machucado.

Já se passaram quase 3 meses, e acredite se quiser, meu dedo ainda não está bom. Todaschora!!! Há três semanas fiz até um a mini cirurgia e depois pareceu que tava tudo lindo e curado, eu então parei de fazer os curativos fechados pra deixar o dedo “respirar”, mas logo depois percebi que o dedo tava ficando inchado de novo, ou seja, a inflamação tinha voltado.

Fiquei poota da vida e decidi não ir mais em médico nenhum, ou esperar e curtir a dor mais um pouquinho, e assim que chegar no Brasil vou direto pro hospital, e ver o que eles dizem. De repente eu peço logo pra arrancarem a unha toda e espero ela crescer de novo. O que você acha? Será que demora muito?

Ou seja, nesses três meses que passei aqui foi sempre mancando, tomando banho com saco plástico no pé (it sucks!) ou com com dor. Super legal, né? NOT!!!

Por isso eu repito: CUIDADO AO ENTRAR NO SUPERMERCADO, GENTE! CARRINHO DE COMPRAS “DIRIGIDOS”POR HOLANDES PODE SER UMA ARMA LETAL. =(

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domingo, 28 de agosto de 2011

Matemática do cansaço…

Perdoem-me o trocadalho do título mas eu não consegui pensar em outra coisa mais adequada.

Eu nunca fui uma boa aluna em matemática e quem me conhece sabe que os números não são meus amigos, mas dessa vez é necessário. Portanto peço a você querido leitor do (Manu)escritos, faça a conta comigo:

21 horas de avião + 1:30h de carro + fuso horário de 5:00h + 12 horas de carro Holanda x Itália + uma semana e meia cheia de coisas pra fazer + 2:30h de carro + 14 horas de carro Itália x Holanda =  uma pessoa, ou melhor DUAS pessoas exaustadas com vontade de fazer nada, mas com a casa pra arrumar e o domingo nublado fresquinho digno de um filminho no sofá.

Ou seja, sinto muito mas a arrumação eu deixo pra amanhã, já que no domingo até God descansou, então eu também posso, né?!

A única coisa que eu quero contar a partir de agora são as ovelhinhas nos meus sonhos… =)

 

PS: High way Suíça “fia d’uma égua”!! [conto o porquê em outro post]

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sábado, 9 de julho de 2011

I’m back (em vários sentidos…)

Hello people!

Então, pois é, eu sei, eu sei… faz um tempinho enorme que eu não escrevo nada por aqui. E tenho que admitir que tá sendo difícil voltar a escrever, até porque tenho tanta coisa pra dizer e ao mesmo tempo não sei do que falar. Sabe como é? Diz que eu sou normal, vai…

Bom, meu último post foi um aviso de que estava indo pra lugar maravilhoso visitar a família do P. que eu adoro (a família e ele) =). E depois eu nem apareci mais, mas é que aconteceu tanta coisa que enfim…

Vamos por partes (Hello Jack!).

A viagem foi ótima! Maravi-linda e muito engordativa substancial. Afinal era feriado de páscoa, aquele almoção da mamma, literalmente, todo mundo reunido. Muita gente falando e ninguém se entendendo. Aquele caos organizado que eu, particularmente, adoro. =P

Amei o calor de 27ºC que encontramos na “terra da pizza”. Pelo menos me fez esquecer o friozinho que ainda fazia na Holanda.

A princesinha linda tava mais linda ainda, e grande! Uma mini-mocinha, que achou que nossa mala era um baú de presentes sem fim. Ahahaha!

Mas então, chegou a hora de voltar pra Holanda e por fim, a temperatura já tava melhorzinha. Lá pela casa dos quase 20ºC, que na minha Belém City, norte do Brasil, é um dia “frio” de chuva intenso, na Holanda o povo todo exibindo as pernocas com aquele bronze (oi!?) esperto do inverno. A brancura brilhava no sol.

E eu continuei voltando, até que cheguei no Brasil, na Belém City de My God. Meus três meses de visto de turista acabaram, minha primeira experiência de convivência longa com P. terminou com louvor (news news!), e eu matei a saudade das coisas e pessoas daqui.

Assim que cheguei consegui um emprego, que caiu do céu. Ou melhor, eu caí do céu direto pra ele. =P E que tá sendo muito importante pra eu não ficar parada no mercado, ocupar minha mente, esperar até poder voltar pra terra das tulipas sem enlouquecer, e claaaaro guardar um dinheirinho. Afinal, melhor ter pouco do que ter nada, don`t you agree? ;)

Mas hey!!! Não pensa que só porque eu voltei o blog acabou, não. Pelo contrário, tá só começando! Agora é começar a planejar minha volta e continuar contando pra você os micos causos de uma brasileira, que namora um italiano na terra das tulipas.

Pois é, como você pode perceber muitas, muuuitas coisas mesmo aconteceram. Muitas mesmo, tipo de montão, vááárias, inúmeras, sacou? Mas por hoje é só.

Algumas pouquíssimas fotos e dos meus últimos dias entre pizzas e tulipas :)

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“Baú de presentes infinito” – Impossível não se apaixonar por ela!

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Queen’s Day

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♥

Welcome back to us! :D

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Is it too much??

Essa ultima semana foi muito complicada pra mim. Antes de sair do Brasil nós tínhamos um plano, que eu vi ir por água abaixo com o passar dos dias e com o recebimento de  e-mails negativos. Fiquei triste, refleti, Pi me abraçou e no outro dia acordei e segui a vida.

Um dia eu encontrei a oportunidade perfeita pra que nosso plano fosse um sucesso, parecia um sonho. Me empolguei, tentei não pensar no assunto pra não criar muitas expectativas, em vão… até sonhei com isso. Pi ficou feliz, fez altos planos, já estava “certo”como seria nossa vida. Adorei, fiquei radiante, brilhante e o melhor, estava com ele.

Uma semana depois mais um e-mail negativo, e esse foi devastador. Caí do cavalo feio, reclamei, xinguei, perdi as esperanças e até chorei… sinceramente, me senti uma inútil. Pi me confortou, me abraçou e eu comecei a me sentir melhor. Encontrei uma nova oportunidade, que me fez ter esperanças novamente… apesar de não ser o ideal, nem o mais cômodo, muito menos o mais lucrativo. Mas pra continuar me sentindo completa e ao lado dele, eu até topo tentar.

Depois e pesquisar e ler muito, até descobri outras opções, que continuam sendo complicadas, burocráticas e cheias de regras “pode isso não pode aquilo”. Me sinto frustrada!

Porque eles fazem tudo tão tão complicado, quando a única coisa que a gente quer é ficar junto???

Isso é pedir muito!?

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quarta-feira, 30 de março de 2011

28 de Março – O primeiro de muitos

P1010107                                                      A resposta dele: “Io di piú”

Um dia eu decidi que não queria mais ninguém e muito menos me importar com esse negócio de sentimentos, relação, amor e blá blá blá. Ele apareceu. Ao pouquinhos fui gostando da brincadeira, e quando me dei conta, já nem lembrava da promessa que tinha feito a mim mesma de não me apaixonar por um bom tempo.

A partir daquele momento a única coisa que eu pensava era encontrá-lo e comprovar que ele era quem eu pensava. E, sorte minha! Ele era/é tudo aquilo e mais um pouco.

Eu sei muito bem que relações não são fáceis, principalmente a minha e a dele, já que envolvem três países… mas apesar da saudade (mesmo quando estamos juntos), das diferenças, dos meus estresses meus momentos incompreensíveis e de muitas outras coisas que fazem de mim e dele imperfeitos. Assim mesmo, juntos nós somos perfeitos um para o outro.

Depois de tantas coisas acontecendo tão rápido, e nesse tempinho que as vezes parece ter passado uma eternidade o meu orgulho, admiração e o sentimento por ele só crescem mais e mais (até quando ele é um bobão chato. Ahah!).

Só posso dizer a ele, obrigada. Obrigada por há um ano fazer minha vida e meu sorriso mais feliz, por me fazer esquecer da minha promessa e me ensinar que o sentimento vale a pena. Obrigada por estar nos momentos importantes, bons e ruins ao meu lado. Obrigada por ser meu amigo, alguém que posso confiar. Obrigada por me apoiar. Obrigada pelo teu sorriso, pelo teu olhar e outros 365 obrigadas. Enfim, obrigada por ser você, meu one-year official boyfriend. Coração vermelho

Feliz um ano (e dois dias) pra gente!!!

one year collage

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Criança não é lixo!

Obs: Atenção! Esse é um assunto polêmico. Aqui eu escrevo somente a MINHA opinião, mas estou disposta e curiosa para saber o que você pensa nos comentários.

Eu não sou mãe, nunca estive grávida e nem ao menos madrinha eu nunca fui, mas baseada nos casos que vi na minha família e com colegas acredito que o momento da gravidez tanto para os parentes próximos quanto para os próprios pais é único, e tudo muda. Talvez por conta dos diferentes e novos sentimentos que a mulher, em especial, sente durante essa fase, e experimenta um amor por um ser que ainda nem conhece.

A preparação e espera por um novo membro na família, uma criaturinha que preciso de cuidados e muito amor, que depende totalmente da mãe para se desenvolver, nascer e, por algum tempo, sobreviver fora do útero.

Mas hoje, eu li novamente a notícia de um bebê recém-nascido que foi abandonado pela “mãe” em um saco plástico no meio de um matagal, no meu estado. Sinceramente, não sei o que pensar, por que pela minha cabeça passam inúmeros sentimentos que vão de muita, muita raiva à pena da criança indefesa.

Todos nós sabemos que há casos e casos, e que nem sempre a chegada de um bebê é planejada e que muitas vezes a própria mãe do bebê ainda é uma criança. Mas EU acredito que isso não seja um motivo para esconder uma gravidez e abandonar uma criança que acabou de nascer como se fosse um saco de lixo esperando pra ser recolhido.

Não quer ou não pode criar o bebê? Ok, porque essa tal de “mãe” não o deu para adoção? Tantas pessoas com tanto amor guardado e esperando por uma criança com quem possam compartilhar.

Segundo o ultimo estudo do Instituto DATASUS (de 2007), ligado ao Sistema Único de Saúde brasileiro, o índice de adolescentes grávidas no Brasil chega a 20%, considerado ainda alto. Então o quê que tá faltando? Mais educação? Informação? Ou falta de vergonha na cara pra assumir seus próprios atos e arcar com as consequências?!

Durante minha adolescência eu tive muitas colegas que ficaram grávidas, não por descuido ou porque não sabiam o que estavam fazendo, porque todas elas sabiam, e muito bem… ficaram prenhas porque não foram responsáveis o suficiente. E foi difícil pra elas, foi sim e ainda é. Com a família, com as pessoas na rua, com os sonhos de futuro e todo o blá blá blá. Mas elas aceitaram, com ou sem apoio de namorado, e enfrentaram.

Graças à intervenção divina, forças do destino, ou como você preferir, esse bebê abandonado foi encontrado, levado ao hospital e passa bem. Assim, como no caso do Milagre de Natal, também acontecido no Pará.

A minha mãe, sempre disse que mãe é aquela que cria, não a que dá luz. Totalmente concordo, e hoje eu também penso que mãe é aquela pessoa que se importa com o bem da criança. Não é toa que desde sempre nós vemos os pai-mãe, vó-mãe, tia-mãe, e EU tenho uma prima-mãe.

Mas eu realmente me pergunto, essa mulher que abandonou o bebê no saco, como se fosse um lixo pode ser considerada mãe?

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